Principais Conceitos

O VIH significa Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus é responsável por uma infeção que usa o sistema imunitário humano para se replicar. O VIH é um retrovírus, existindo múltiplos tipos e subtipos do mesmo.

Existem dois tipos, o VIH-1 e o VIH-2, sendo que o primeiro é dominante na maior parte do mundo e o segundo é responsável por uma minoria de infeções nalguns países da África Ocidental e Europa.

SIDA, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e representa a evolução da infeção VIH para um estado muito avançado.

A SIDA ocorre quando a infeção VIH não é tratada e é caracterizada pelo aparecimento de uma ou mais doenças indicadoras/oportunistas.

A infeção VIH pode não provocar o aparecimento de sinais ou sintomas no imediato. Contudo, 6 em cada 10 pessoas apresentam febre superior a 38°C, manchas avermelhadas com relevo no tronco e no pescoço, gânglios inchados na zona lateral do pescoço e axilas, dor muscular e/ou nas articulações, dor de garganta e/ou amígdalas inflamadas e cansaço nas primeiras 2 semanas a 2 meses após a infeção.
Número de cópias do vírus em circulação no sangue.
Número muito baixo de cópias do vírus em circulação no sangue.
As pessoas que vivem com o VIH, em tratamento e com carga viral indetetável dificilmente transmitem a infeção durante as práticas sexuais ou durante a gravidez e o parto.

Formas de Transmissão

Os fluidos corporais que contêm carga viral (cópias de vírus) suficiente para transmitir a infeção são o esperma, líquido pré-ejaculatório, os fluidos vaginais, os fluidos retais, o sangue e o leite materno.

Assim, a infeção por VIH pode transmitir-se por:
– Sexo oral com ejaculação na boca;
– Sexo vaginal e anal sem preservativo;
– Partilha de material para injetar drogas;
– Transmissão mãe-filho, durante o parto ou amamentação;
– Lesão com material corto-perfurante usado em pessoas com infeção.

Formas de Prevenção

Usar o preservativo no sexo vaginal, oral e anal.
– PrEP significa profilaxia pré-exposição;
– É um procedimento preventivo, através da toma de medicamentos anti retrovirais, feito por pessoas saudáveis, mas que têm um elevado risco de exposição – pessoas resistentes à utilização do preservativo, homens que têm sexo com homens (HSH), consumidores de drogas endovenosas e seus/suas parceiros/as, trabalhadores do sexo ou casais sero-discordantes (se o parceiro infetado não está sob tratamento eficaz);
– A PrEP é uma terapêutica antirretroviral, tomada por alguém que não tem a infeção VIH, para que possa evitar uma possível infeção;
– A PrEP: já se encontra disponível em Portugal mas com restrições.
– É uma terapêutica antirretroviral, para evitar que a infeção VIH se instale no organismo, perante uma possível transmissão de risco da infeção;
– Quando há falha no uso de preservativo (rompe ou desliza), partilha de material ou acidente com material corto-perfurante, poderá recorrer à PPE;
– Nesta situação, deverá nas 72 horas seguintes, mas tão breve quanto possível, dirigir-se às urgências hospitalares para ser avaliado e esta ser dispensada sempre que existam critérios;
– É realizado durante um mês, com recurso a medicamentos anti retrovíricos – iguais aos prescritos à pessoa com VIH;
– A PPE não é dada em todos os casos. Os médicos avaliam e decidem, caso a caso, se deve ser administrada ou não.
Quando uma pessoa infetada pelo VIH, realiza o tratamento, reduz o risco de transmitir o VIH, pois os níveis são demasiado baixos para que este seja infecioso. Em Portugal, todas as pessoas infetadas pelo VIH podem ter acesso ao tratamento para o VIH, se quiserem ser menos infeciosos para os parceiros.
– Evitar a ejaculação na boca;
– Evitar partilhar material para injetar drogas;
– Evitar partilhar material corto-perfurante de pessoas com infeção VIH.