A Associação Positivo, é uma I.P.S.S, anunciada em 1993 como Associação Positivo – Grupos de Apoio e Autoajuda, definida como espaço de apoio para as pessoas que vivem com o VIH/SIDA (PVVS), seus familiares, amigos, parceiros/as, na zona da Grande Lisboa.

Criada uma “associação de doentes” por um grupo de PVVS para lidarem com os problemas associados à infeção, com e para seus pares. Assim, durante alguns anos funcionou como grupo de apoio e autoajuda lidando principalmente com temas como a morte e a perda de amigos e familiares. Com o avanço considerável no que respeita à infeção VIH/SIDA, no que concerne a termos médicos (prevenção, diagnóstico e tratamento), sociais e culturais, permitindo o aumento da esperança de vida das PVVS, outras questões começaram a surgir associadas à vida com a infeção.

Desta forma, há 25 anos que a Associação Positivo trabalha com pessoas que vivem com o VIH/SIDA, disponibilizando apoios técnicos para a população que abrange: apoio interpar, psicológico, psiquiátrico, social e on-line, atividades de animação sociocultural. E desde há 15 anos que desenvolve uma resposta de proximidade com pessoas que fazem trabalhado sexual que intervém na área da Promoção da Saúde, proporcionando apoio médico, psicológico e social.

Mais tarde, integrou-se em 2013 é criado Gabinete de Rastreio Gratuito de modo a dar o seu contributo para o diagnóstico precoce e ligação aos serviços de saúde, de forma a ter um papel ativo nas metas de combate à infeção, em pareceria com a Rede de Rastreio Comunitária, através do rastreio ao VIH e a outras IST (Sífilis, Hepatites C e B).

Os princípios orientadores da atividade da Positivo são:

Breve história da Associação Positivo:

Entre 1990 e 1992 um grupo de pessoas infectadas e afectadas pelo VIH começa a reunir-se na Associação de Apoio a Doentes com SIDA, fundada pelo Frei Elias. Durante esses dois anos os membros desse grupo perceberam que tinham necessidades muito específicas e que queriam liderar uma organização que fosse vocacionada para o apoio a pessoas portadoras de VIH/sida.

Em Março de 1993, durante o colóquio Os Desafios da Sida, este grupo apresenta-se pela primeira vez como Associação e funda a Positivo Grupos de Apoio e Auto-ajuda, referindo publicamente as razões que os levavam a criar esta instituição, a saber, a necessidade de autonomia e independência política e religiosa, a inexistência na Grande Lisboa de um serviço de apoio inter-par e psicológico.

A Positivo torna-se assim um espaço de apoio e encontro para as pessoas seropositivas, os seus familiares, amigos, parceiros/as, entre outros.

Ainda no ano de 1993 o Positivo faz-se representar em eventos tais como O Papel das Organizações Não Governamentais, organizada pela Associação Abraço, e o 1 Congresso Nacional de Sida, organizado pela Liga Portuguesa Contra a SIDA. Nesse mesmo ano passa a integrar a Plataforma de Entendimento das ONG, com a finalidade se elaborar a Carta de Direitos e Deveres dos Portadores de VIH, o que se prolongou até ao ano seguinte.

Em 1994 a Positivo é convidada para, juntamente com outras ONGs europeias, elaborar o Manual de Auto-ajuda para Pessoas com VIH/sida, apoiado pela Comissão Europeia e pela então Comissão Nacional de Luta Contra a Sida. Este manual viria a ser apresentado em 1995 no Padrão dos Descobrimentos.

Em Novembro desse ano as Nações Unidas convidam a Positivo para representar as pessoas seropositivas na Conferência de Saúde Sobre Sida.

Durante os anos de 1996 e 1997 a Positivo continuou não só a participar activamente na luta pelos direitos e pela inclusão das pessoas seropositivas, mas também prosseguiu os seus esforços para criar um espaço físico próprio de forma a proporcionar melhorias na qualidade de vida das pessoas infectadas e afectadas com VIH/Sida.

Em 1998, ao abrigo do programa de financiamento CRIAS, a Positivo apresenta três projectos que visam a criação de espaços de apoio em Lisboa e no Porto. Em Maio inaugura-se o Espaço Positivo de Lisboa proporcionando assim apoio inter-par e grupos de auto-ajuda, serviços estes prestados pela primeira vez por pessoas seropositivas com formação para tal.

Na busca constante da melhoria do apoio prestado a Positivo muda de instalações no ano de 2000 e abre um espaço mais amplo e acolhedor que permitia aumentar o número de apoios.

A experiência começou a demonstrar que as necessidades das pessoas aumentavam e modificavam-se com a introdução de novos fármacos, pelo que no ano de 2004 a Positivo integra nos seus serviços o apoio psicológico e o apoio social, e lança um programa dirigido a trabalhadores sexuais denominado Red Light.

Ainda hoje se mantêm o Espaço Positivo de Lisboa e o programa Red Light. A Associação continua a esforçar-se para melhorar a vida das pessoas afectadas e infectadas com o VIH/Sida e hoje oferece um leque de serviços e conhecimentos sobre VIH/Sida que decorrem da experiência adquirida em todos estes anos de trabalho.

A Positivo continua a ser uma Associação de pessoas seropositivas a trabalhar para pessoas seropositivas, privilegiando o envolvimento destas nas políticas nacionais e internacionais do VIH/Sida, bem como na resolução dos seus próprios problemas, conforme o princípio GIPA (Paris, 2004).

A Associação Positivo existe porque é possível VIVER COM O VIH.